Três dias chegam para conhecer o essencial do Alqueva sem andar a correr. Este roteiro parte de Mourão, na margem oriental, e foi montado com uma ideia: cada dia tem uma coisa só, e o resto do tempo é para não fazer nada.
As distâncias são reais e todas de carro.
Dia 1 — Água
Manhã. Chegar, pousar as malas, e ir direto à Praia Fluvial de Mourão — cinco minutos. É a maior praia do lago, com Bandeira Azul, chapéus de sol gratuitos no relvado e piscina flutuante para crianças. Fica-se lá até à hora de almoço.
Almoço. No clube de praia, se estiver aberto, ou de volta à vila.
Tarde. Calor a sério entre as duas e as cinco. É a hora da piscina, ou da sesta — no Alentejo em agosto, isto não é preguiça, é estratégia.
Fim de tarde. Subir ao castelo de Mourão para ver a vila do alto e o sol a descer sobre a planície. Dez minutos a pé do centro.
Noite. Jantar na vila, cozinha alentejana. Depois, luzes apagadas e olhar para cima. O céu daqui é dos melhores da Europa.
Dia 2 — Monsaraz
Manhã cedo. Sair para Monsaraz por volta das nove — vinte minutos, atravessando a ponte. Chegar antes das excursões faz toda a diferença: até às onze a vila é praticamente vossa.
Percorrer as duas ruas principais, entrar na igreja matriz, subir ao castelo e dar a volta às muralhas. A vista sobre o lago é a razão pela qual se veio.
Almoço. Num dos restaurantes dentro das muralhas, de preferência com esplanada. Reservar no verão.
Tarde. Descer até ao lago pelo lado de Monsaraz, ou seguir dez minutos até Reguengos de Monsaraz para uma visita a adega com prova — marcar antes.
Noite. Se houver sessão marcada, é esta a noite para o Observatório Dark Sky da Cumeada (cerca de 25 minutos de Mourão). Reservar com antecedência.
Dia 3 — Devagar
Manhã. Depende do que apetecer:
- Um passeio de barco no lago, a partir da Amieira ou de Monsaraz. Uma a três horas.
- A Aldeia da Luz e o Museu da Luz — a aldeia que ficou debaixo de água em 2002 e foi reconstruída dois quilómetros acima. Cerca de 20 minutos, no concelho de Mourão. É a visita mais comovente da região.
- Nada. Piscina, livro, pátio.
Almoço. Em casa, com o que se comprou na mercearia e no talho da vila. É quase sempre a melhor refeição da estadia.
Tarde. Último mergulho e estrada.
Notas de planeamento
Melhor altura. Maio, junho e setembro. Julho e agosto são muito quentes, mas é quando a água está melhor.
Carro é indispensável. Não há transportes públicos úteis entre estes pontos.
Reserve o que precisa de reserva. Sessão do observatório, adegas e restaurantes de Monsaraz no verão. O resto improvisa-se.



