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Casa de Santa MargaridaMourão · Alqueva

Monsaraz

A vila medieval murada no alto da colina, do outro lado do lago — a vinte minutos de Mourão. O que ver, a que horas ir, onde comer e onde dormir.

A porta em arco das muralhas de Monsaraz, com a torre branca do relógio a erguer-se sobre a cantaria de xisto.

A vila murada. Monsaraz está no cimo de uma colina sobre o Alqueva, dentro de muralhas, com ruas de calçada e casas caiadas. É a imagem mais reproduzida da região, e com razão: a vista do castelo sobre o lago é das melhores de Portugal. Entra-se pela Porta da Vila, com a torre do relógio branca por cima, e a partir daí a vila é essencialmente duas ruas paralelas ligadas por travessas — a rua Direita atravessa-a de ponta a ponta. Visita-se numa manhã ou numa tarde; a partir de Mourão são cerca de vinte minutos de carro, atravessando a ponte.

O castelo e a praça de touros. O castelo ocupa o extremo norte, no ponto mais alto, e foi erguido em três reinados: D. Afonso III, pela mão do cavaleiro Martim Anes, levantou a alcáçova, as cinco torres quadrangulares, o cubelo e o troço sul da barbacã; D. Dinis construiu a torre de menagem e quase toda a barbacã exterior; D. Fernando fechou a cortina interior. A antiga praça de armas é hoje uma praça de touros com bancadas de pedra: por volta de 1830 os habitantes ergueram-na com a pedra das construções militares em ruína, e a corrida das Festas do Senhor Jesus dos Passos mantém-se. O Turismo do Alentejo indica o castelo como sempre aberto, sem dia de encerramento; a subida desde a porta principal faz-se em dez minutos, por calçada irregular.

A igreja matriz e o pelourinho. A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Lagoa fica no largo principal, com fachada branca e ocre e duas torres sineiras, e o pelourinho em frente. Ao lado, o Museu do Fresco, na antiga casa da câmara e tribunal, guarda uma pintura mural do século XV pouco vulgar em Portugal — é pequeno e vê-se em meia hora.

A praia fluvial de Monsaraz. Fica no Centro Náutico, no Telheiro, a cerca de três quilómetros da vila: sai-se de Monsaraz em direção ao Telheiro e, na rotunda do menir, segue-se a indicação do centro náutico. Tem Bandeira Azul hasteada em 2026, com época balnear e vigilância de 1 de junho a 13 de setembro, areal, relvado e zona de sombra, acesso à água para pessoas com mobilidade reduzida, estacionamento gratuito, aluguer de paddle e wakeboard e um restaurante-bar com esplanada virada ao lago — um dos poucos sítios do Alqueva onde se come mesmo em cima da água.

Onde comer. Em Monsaraz paga-se a vista: os preços sobem em relação às vilas à volta e o serviço é mais formal. Dentro das muralhas estão o Sabores de Monsaraz, o Xarez, a Taverna Os Templários, a Casa do Forno, a Casa Modesta, o Lumumba, O Gaspacho e a Casa da Muralha; a vila é estreita, com o lago de um lado e a planície do outro, por isso ao reservar peça a esplanada. Fora das muralhas, o Sem-Fim, no Telheiro, ocupa um antigo lagar de azeite com a maquinaria à vista. No verão e aos fins de semana, reserve; a oferta muda de ano para ano, mas o padrão mantém-se.

Menires e cromeleque. A planície à volta de Monsaraz é das zonas megalíticas mais ricas de Portugal. O Cromeleque do Xerez, identificado em 1969, tem cerca de meia centena de menires numa planta quadrangular rara, com um menir central de 3,6 metros; por causa da albufeira do Alqueva foi escavado de novo e transferido em 1998 para junto do Convento da Orada, perto do Telheiro, onde hoje se visita por um caminho de terra praticável por carro normal. O Menir do Outeiro, conhecido como Penedo Comprido, passa dos 5,6 metros de altura, e o Menir da Bulhoa, decorado, está datado do quarto ao terceiro milénio antes de Cristo. Ficam todos a poucos minutos da vila.

Estacionamento e horas certas. Dentro das muralhas não se circula de carro. Há parques gratuitos à entrada da vila e faz-se tudo a pé, em calçada irregular e a subir — calçado confortável ajuda. A hora importa mais do que se pensa: as excursões chegam por volta das onze e saem por volta das cinco, e entre essas horas, no verão, as ruas estreitas enchem-se. Antes das dez ou ao fim da tarde é outra vila, e a luz é melhor, com as paredes brancas douradas e o lago prateado. Para visitas guiadas ou condições especiais, o posto de turismo de Monsaraz atende pelo 266 508 040.

Onde dormir. Convém dizê-lo com franqueza: dentro das muralhas há poucas casas para hóspedes e esgotam cedo, e a maioria de quem visita Monsaraz dorme nas vilas à volta, a vinte ou vinte e cinco minutos. A nossa fica em Mourão, do outro lado da ponte: a Casa de Santa Margarida tem dois quartos para até quatro hóspedes, piscina privada num pátio fechado e estacionamento gratuito junto à porta, e a partir dela Monsaraz é uma manhã antes das excursões ou um fim de tarde depois delas.

Combinar o dia. Monsaraz não é visita de dia inteiro, e isso é bom. Praia fluvial de Mourão de manhã e Monsaraz ao fim da tarde; ou Monsaraz cedo e o Observatório Dark Sky da Cumeada à noite, a 25 minutos de Mourão. No caminho fica o São Lourenço do Barrocal, um hotel de campo que produz vinho e recebe visitas, e Reguengos de Monsaraz, com as adegas da sub-região, a 25 minutos da casa.

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