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Casa de Santa MargaridaMourão · Alqueva

Mourão

A vila junto ao lago onde fica a Casa de Santa Margarida: castelo, praia fluvial com Bandeira Azul, restaurantes de vila e a vida normal de uma terra alentejana.

A vila de Mourão vista de cima ao fim da tarde: telhados de telha, casas caiadas e a planície a estender-se até ao horizonte.

A vila. Mourão é uma vila de pouco mais de dois mil habitantes, no distrito de Évora, na margem esquerda do Guadiana — hoje a margem oriental do Grande Lago do Alqueva — e a poucos quilómetros da fronteira espanhola. Tem um castelo medieval no ponto mais alto, de onde se vê a planície toda, e uma praia fluvial com Bandeira Azul a cinco minutos de carro. Não é uma vila turística, e é essa a graça: há mercearia, talho, cafés com pessoas lá dentro a meio da manhã e restaurantes onde se almoça bem por pouco.

O castelo. Foi construído no início de 1343, no reinado de D. Afonso IV, em alvenaria de xisto, mármore e granito, e as muralhas do século XIV ainda envolvem o casario antigo. O acesso é livre e a subida é curta. Do alto vê-se a planície a perder de vista e, ao fundo, a água do Alqueva; ao fim da tarde é o melhor miradouro da vila. Numa das rotundas de Mourão há uma miniatura do castelo e da igreja — uma réplica decorativa, não um monumento.

A igreja matriz. A Igreja Matriz de Nossa Senhora das Candeias, a padroeira, fica dentro das muralhas do castelo. Foi mandada erguer por decisão régia de 1681, no tempo do príncipe-regente D. Pedro, e consagrada em 1692; é barroca, com pórtico em mármore branco, e os danos do terramoto de 1755 só foram reparados nos restauros dos anos sessenta e setenta. A imagem da padroeira é em pedra de Ançã, de estilo gótico-manuelino. Na vila há ainda a Igreja da Misericórdia, de cerca de 1758, e a Igreja de São Francisco, de 1740.

A praia fluvial. É a razão pela qual muita gente escolhe Mourão como base no verão: 320 metros de areal numa ilha ligada à margem por um passadiço de madeira, com Bandeira Azul, cerca de 45 chapéus de sol gratuitos em relvado, uma piscina flutuante fechada para crianças e uma plataforma com torre de saltos e escorrega. Tem balneários, parque de merendas com churrasqueiras, estacionamento gratuito e cadeira anfíbia. Dos 320 metros, 100 são vigiados na época balnear, das 9h às 19h; em 2026 foi de 13 de junho a 13 de setembro. É a segunda maior praia do Alqueva e fica a cinco minutos da casa.

Onde comer. A vila tem seis casas listadas pelo município. A Adega Velha é a mais conhecida — cozinha regional numa adega com talhas de barro e rádios antigos — e o Pátio da Oliveira faz pratos do dia no centro; A Chaminé, O Chafariz, a Churrasqueira O Beiral e o Café Restaurante Orvalha completam a lista. Pede-se migas, ensopado de borrego, porco preto grelhado, açorda, sopa de cação e sericaia com ameixa d'Elvas. Duas notas: quase todos fecham um dia por semana, e de outubro a maio muitos só servem almoços. No verão, o bar da praia serve refeições ligeiras.

Festas e calendário. A festa de Nossa Senhora das Candeias ocupa dez dias entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, com novena, arraial, festa taurina e o dia grande a 2 de fevereiro, com procissão e fogo de artifício; em 2026 decorreu de 24 de janeiro a 3 de fevereiro. Em maio há três dias de Congresso das Migas, o certame gastronómico criado em 2022 à volta do prato-símbolo do Alentejo — em 2026 foi de 22 a 24 de maio. No Natal a vila monta iluminações, mercado e pista de gelo. As datas mudam de ano para ano: confirme na agenda da Câmara Municipal de Mourão.

Como chegar. De Lisboa são cerca de 2h30 de carro; de Évora, uma hora; de Badajoz, 1h20, e de Elvas o mesmo. Olivenza, do lado espanhol, fica a 55 minutos. Não há comboio: Mourão faz-se de carro, e é o carro que permite aproveitar o que está à volta, porque as distâncias no Alqueva enganam — muitas vezes é preciso contornar a água.

Vida prática. Para cozinhar em casa há o supermercado Meu Super, a mercearia do Retiro Azul, a Padaria da Praça e o Tons do Campo, além do talho; para uma compra maior, Reguengos de Monsaraz fica a 25 minutos. Há um posto de combustível Galp na zona industrial da vila, aberto das 6h às 23h. A Contrabanda, no centro, é a loja mais bonita de Mourão — decoração e presentes, com um nome que lembra a fronteira ali ao lado.

O que há à volta. A praia fluvial e o Grande Lago a 5 minutos; a Aldeia da Luz e o Museu da Luz a 20, com a história da aldeia que o Alqueva submergiu (o museu fecha à segunda-feira); Monsaraz a 20, atravessando a ponte; o Observatório Dark Sky da Cumeada e Reguengos de Monsaraz a 25; a olaria de São Pedro do Corval a 25; a Amieira Marina a 50; Moura a 55; Évora a uma hora; Badajoz a 1h20.

A casa. A Casa de Santa Margarida fica no centro da vila, na Rua de Santa Margarida: dois quartos para até quatro hóspedes, piscina privada num pátio fechado, self check-in e estacionamento gratuito junto à porta. Está a cinco minutos da praia e a vinte de Monsaraz — no meio de tudo sem estar em cima de nada.

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