Mourão é uma vila pequena, e as festas notam-se. Durante alguns dias por ano a vila enche-se de gente que voltou, monta-se palco no largo e come-se na rua até tarde.
Se calhar de estar cá nessa altura, é uma das melhores coisas que lhe pode acontecer. Vale a pena planear em função disso.
A festa da vila: Nossa Senhora das Candeias
A festa em honra de Nossa Senhora das Candeias, padroeira de Mourão, é a mais importante do ano. Realiza-se em torno da viragem de janeiro para fevereiro, com procissão, missa, arraial e a Igreja Matriz e o castelo iluminados.
É a altura em que a vila está mais cheia — e é uma festa de gente da terra, não um evento para turistas. Vai-se ao arraial, come-se e fica-se a ver.

Ao longo do ano
Além da festa da padroeira, o calendário de Mourão inclui tipicamente festas e feiras ligadas ao ciclo agrícola, ao artesanato e ao vinho, sobretudo entre a primavera e o início do outono, e um programa cultural no verão que acompanha a época da praia fluvial.
Na região
Fora de Mourão, há dois momentos que costumam valer o desvio:
- Monsaraz tem eventos ligados ao seu passado medieval e ao vinho, que enchem a vila murada.
- Reguengos de Monsaraz tem programação ligada às adegas e à vindima, no final do verão.
Como em Mourão, confirme as datas nos sites das respetivas câmaras municipais antes de contar com elas.
E se não houver festa nenhuma
Também está bem. A vila em dia normal é o que a maior parte das pessoas vem cá procurar: sossego, uma praia fluvial a cinco minutos, Monsaraz a vinte e um céu à noite que quase desapareceu da Europa.


