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Évora a partir do Alqueva: o que ver num dia

Évora fica a cinquenta minutos de Mourão. Templo romano, Sé, Capela dos Ossos e o que dá para ver num dia — com estacionamento e a ordem que funciona.

Escrito por Francisco Campos3 min de leitura
Oliveira centenária de tronco retorcido, sozinha num campo de restolho sob céu de nuvens altas.

Évora fica a cinquenta minutos de Mourão e é a cidade de referência do Alentejo. Não é Alqueva — é outra coisa, uma cidade-museu murada com dois mil anos de camadas sobrepostas — mas é a melhor saída de dia inteiro a partir do lago.

O centro histórico é Património Mundial da UNESCO desde 1986.

O essencial, por ordem

Templo Romano

O mais fotografado e o ponto de partida natural. Foi construído no início do século I, e é um dos templos romanos mais bem preservados de toda a Península Ibérica.

Durante muito tempo chamou-se Templo de Diana, mas a atribuição não tem base histórica — provavelmente era dedicado ao culto imperial. O nome pegou e ainda se ouve.

Fica no Largo Conde de Vila Flor, ao lado da Sé. Vê-se por fora, a qualquer hora, e não se paga nada.

Sé Catedral

Ao lado do templo. É a maior catedral medieval de Portugal, dos séculos XII e XIII, com claustro, capela-mor e Museu de Arte Sacra.

Vale sobretudo pelo terraço: sobe-se ao telhado e vê-se a cidade toda de cima. É a melhor vista de Évora.

Capela dos Ossos

Dentro da Igreja de São Francisco. Uma câmara de meditação construída no século XVI por três frades franciscanos, forrada com ossos e crânios de cerca de cinco mil pessoas.

À entrada lê-se: "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos."

É perturbador e é o sítio de que as pessoas mais se lembram. Abre todos os dias, das 9h às 17h, com encerramento a 1 de janeiro, Domingo de Páscoa, tarde de 24 de dezembro e dia 25.

Praça do Giraldo

O centro social da cidade. Cafés com esplanada, a igreja de Santo Antão, e o sítio certo para uma pausa a meio da manhã.

Aqueduto da Água de Prata

Do século XVI, e a parte mais surpreendente é onde entra na cidade: as casas foram construídas por baixo e dentro dos arcos. Fica um pouco fora do circuito principal, na Rua do Cano, e a maior parte dos visitantes não chega lá. Vale o desvio.

Duas espreguiçadeiras viradas para a planície, num terraço sobre a paisagem.
Entre Mourão e Évora atravessa-se quase uma hora de planície. Vale parar pelo menos uma vez.

Como organizar o dia

Saindo de Mourão às nove, chega-se a Évora por volta das dez.

Manhã — Templo Romano, Sé (com o terraço) e uma volta pelas ruas à volta. São todos a poucos metros uns dos outros.

Almoço — na zona da Praça do Giraldo ou nas ruas em redor.

Tarde — Capela dos Ossos e Igreja de São Francisco, depois o Aqueduto e o Jardim Público.

Regresso — saindo por volta das cinco, está em Mourão às seis, a tempo do fim de tarde na piscina.

Vale a pena dormir lá?

Se está hospedado no Alqueva, não. Évora vê-se bem num dia e o regresso é fácil.

Quem faz o percurso ao contrário — dorme em Évora e vem ao Alqueva de dia — costuma achar que ficou a perder, porque o lago ao pôr do sol e o céu à noite são as duas coisas que exigem cá estar ao fim do dia.

No caminho

A estrada entre Mourão e Évora passa perto de Reguengos de Monsaraz, onde estão as adegas da região. Dá para encaixar uma prova no regresso, se marcar com antecedência.

E Monsaraz fica a 20 minutos de Mourão, num desvio pequeno.

Perguntas frequentes

Évora dá para um passeio de um dia a partir do Alqueva?

Dá, e é a melhor saída de dia inteiro a partir do lago. De Mourão são cinquenta minutos de carro. O centro histórico é Património Mundial da UNESCO desde 1986.

O que ver em Évora em meio dia?

Pela ordem natural: o Templo Romano, do início do século I, um dos mais bem preservados da Península Ibérica; a Sé, a maior catedral medieval de Portugal, cujo terraço dá a melhor vista da cidade; a Capela dos Ossos; e a Praça do Giraldo para a pausa.

O Templo Romano de Évora é o Templo de Diana?

Chamou-se assim durante muito tempo, mas a atribuição não tem base histórica — provavelmente era dedicado ao culto imperial. O nome pegou e ainda se ouve. Vê-se por fora a qualquer hora e não se paga nada.

Quando abre a Capela dos Ossos?

Todos os dias das 9h às 17h, com encerramento a 1 de janeiro, no Domingo de Páscoa, na tarde de 24 de dezembro e no dia 25. Foi construída no século XVI por três frades franciscanos e está forrada com ossos e crânios de cerca de cinco mil pessoas.

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