Reguengos de Monsaraz é uma das sub-regiões vinícolas do Alentejo, e fica a 25 minutos de Mourão. Foi Cidade Europeia do Vinho em 2015 — uma distinção que diz alguma coisa sobre a densidade de produtores numa vila deste tamanho.
Há cerca de onze produtores na sub-região e a maioria recebe visitas. Aqui ficam os que fazem sentido a partir do Alqueva.
Herdade do Esporão
A mais conhecida e a mais preparada para receber. Tem visitas guiadas às adegas com prova, loja, e um restaurante aberto desde 1997, com cozinha de território e produtos alentejanos.
É a escolha óbvia para quem quer uma visita completa e almoço no mesmo sítio. É também a mais procurada, por isso marcar é essencial no verão e aos fins de semana.
Ervideira
Está aberta todos os dias do ano e faz visitas e provas por marcação. Tem também programas mais fora do comum, como provas às cegas.
Mas o que a torna interessante para quem está no Alqueva é outra coisa.
CARMIM
A adega cooperativa de Reguengos de Monsaraz, e a maior cooperativa vinícola do país, com centenas de associados. É o oposto das quintas boutique: escala industrial, preços baixos e vinhos que se bebem todos os dias no Alentejo.
Vale a visita por isso mesmo — percebe-se o peso do vinho na economia local de uma forma que uma herdade pequena não mostra.
São Lourenço do Barrocal
Em Monsaraz, é sobretudo um hotel de campo, mas produz vinho e recebe visitas. Fica no caminho de quem vai a Monsaraz, o que o torna fácil de encaixar.
Antes de ir
Marque sempre. Quase nenhuma adega recebe visitas sem marcação, e as que recebem podem estar em vindima ou com grupos. Um telefonema ou email na véspera resolve.
Fora do verão, confirme. Muitas reduzem horários entre outubro e março, e algumas fecham para trabalhos de adega.
Conte com uma manhã ou uma tarde. Uma visita com prova demora entre uma hora e hora e meia. Duas adegas no mesmo dia é possível, três é apressado.
Se prova, alguém conduz. As estradas entre Mourão, Reguengos e Monsaraz são rurais e a fiscalização existe. Muitas adegas fazem provas com cuspidoira, o que resolve o problema.
Vindimas: final de agosto e setembro. Alguns produtores fazem programas de vindima para visitantes nessa altura. É a época mais interessante para visitar, e a que esgota mais depressa.
O que provar
Os tintos da sub-região são tipicamente encorpados, de Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet, muitas vezes com Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon.
Vale a pena procurar também vinho de talha — vinho fermentado em ânforas de barro, uma tradição romana que sobreviveu no Alentejo e em quase mais lado nenhum. Alguns restaurantes de Mourão e Monsaraz servem-no a copo.
Onde comprar sem visitar adega
Se não quer marcar nada, as mercearias e garrafeiras de Reguengos e Monsaraz têm boa escolha e preços melhores do que nas lojas das adegas. E os restaurantes locais servem vinhos da região a copo por muito pouco.



