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Barcos-casa no Alqueva: como funciona

Alugar um barco-casa no Alqueva sem carta de navegação: como funciona, de onde se parte, para quem faz sentido e o que esperar.

Escrito por Francisco Campos2 min de leitura
Barco-casa fundeado na água azul do Alqueva, junto a uma encosta seca pontuada de oliveiras.

Dormir sobre o maior lago artificial da Europa ocidental é das experiências mais faladas do Alqueva — e uma das poucas que não existe em mais lado nenhum em Portugal com esta dimensão.

Não é preciso carta de navegação

É a pergunta que toda a gente faz. Nas embarcações deste tipo em águas interiores, a operação é feita mediante uma formação curta dada pelo operador no momento da partida — manobras básicas, atracagem, regras do plano de água e zonas onde se pode ou não circular.

Na prática: quem nunca conduziu um barco consegue fazê-lo. A velocidade é baixa e o lago é grande e calmo.

As condições exactas variam entre operadores e podem mudar. Confirme diretamente com quem aluga, antes de reservar.

De onde se parte

A base principal é a Marina da Amieira, no concelho de Portel, que é o centro náutico do Alqueva. Há também operações a partir de outros pontos do lago.

De Mourão, a Amieira fica a cerca de uma hora de carro — o lago tem de ser contornado.

Como são

Os barcos-casa têm cabines, casa de banho, cozinha e um terraço superior. Os tamanhos variam, tipicamente entre quatro e dez ou doze pessoas.

Aluga-se por períodos mínimos — geralmente dois ou três dias, mais em época alta. Navega-se durante o dia e fundeia-se ao fim da tarde numa enseada, onde se passa a noite.

O que esperar de facto

As distâncias no lago são grandes e a velocidade é baixa. Um dia de navegação cobre menos do que se imagina.

Não há muito por onde parar. Grande parte da margem é campo, sem pontões nem povoações. Isso é a graça — mas convém ir com as compras feitas.

No verão está muito calor e a sombra a bordo é limitada. O terraço superior a meio da tarde de agosto é inabitável.

À noite, o céu. Fundeado no meio do lago, sem uma única luz à volta, o céu do Alqueva é o melhor que se pode ter. Só por isto muita gente acha que vale a pena.

Uma alternativa

Se a ideia é conhecer a região — Monsaraz, praias, adegas, observatório — e ter o lago por perto sem viver dentro dele, faz mais sentido ficar em terra e fazer um passeio de barco de algumas horas.

Os passeios saem de Monsaraz e da Amieira, duram entre uma e três horas, e ao pôr do sol são a melhor hora.

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