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Casa de Santa MargaridaMourão · Alqueva

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Artesanato do Alentejo: o que se leva daqui e onde se compra

Louça pintada à mão, mantas de tear, cestaria e barro. O que é feito na região do Alqueva, onde se compra a quem faz e quanto custa.

Escrito por Hugo Silva2 min de leitura
Prateleiras de madeira cheias de louça de barro e cestaria, numa loja de artesanato.

Há três coisas que se fazem a sério nesta zona e que valem a mala de volta: barro, tear e cestaria. Não é artesanato de feira — é produção que continua a existir porque há quem compre, e vê-se fazer.

O barro

O centro é São Pedro do Corval, a 25 minutos, com cerca de vinte e uma olarias em atividade — o maior centro oleiro da Península Ibérica. Compra-se ao oleiro, na oficina onde a peça foi feita.

Há dois registos: o vidrado pintado à mão, de padrões azuis e amarelos, que é o que se reconhece como louça alentejana; e o barro cru, mais sóbrio, mais barato e mais bonito do que parece.

Armário de madeira com jarros e taças de riscas verdes e azuis.
Jarros e taças de riscas. Cada oficina tem os seus padrões, e reconhecem-se ao fim de três lojas.

As mantas

As mantas de tear alentejanas são de lã, às riscas largas, em cores fortes. Fazem-se ainda em alguns pontos da região e vendem-se sobretudo em Monsaraz e Reguengos.

Pesam, duram décadas e são das poucas coisas que se compram em viagem e ficam mesmo em casa a ser usadas.

Mantas e almofadas de tear às riscas, empilhadas numa loja.
Mantas e almofadas de tear empilhadas numa loja. São de lã e pesam — conte com isso.

A cestaria

Palma, junco, vime. Cestos de compras, açafates, esteiras, e os discos de parede que se veem em metade das casas alentejanas recuperadas — incluindo esta.

Mesa de artesanato com taças pintadas, cestos e candeeiros de palha.
Cestaria e barro na mesma mesa. Compra-se a peso e leva-se a vida inteira.

Onde comprar

São Pedro do Corval — o barro, na origem e ao preço de quem produz. Guia da aldeia →

Monsaraz — várias lojas dentro das muralhas, com louça, mantas e cestaria. Mais caro, mas está no caminho de quem visita a vila, e a escolha é boa.

Reguengos de Monsaraz — a vila maior, onde há mais comércio e onde estão as adegas.

Mourão — a Contrabanda, para decoração e presentes.

E há as feiras de velharias e os mercados mensais, que acontecem por toda a região e onde aparece de tudo: cobre, louça antiga, ferramentas, mobiliário.

Mesa de feira de velharias, com peças de cobre, louça e candeeiros antigos.
Mesa de feira de velharias. Vale espreitar a agenda das câmaras antes de vir.

Duas notas práticas

Leve papel e espaço. Barro parte e pesa, e compra-se sempre mais do que se pensava.

Conte com os horários. Fora de Monsaraz no verão, muitas lojas fecham a meio do dia e ao domingo. Não é falta de vontade: é o horário da terra.

Perguntas frequentes

O que é típico levar do Alentejo?

Louça de barro pintada à mão, mantas e tapetes de tear, cestaria de palma e junco, e cortiça. E, fora do artesanato, azeite e vinho da sub-região de Reguengos.

Onde se compra mais barato?

A quem faz. Em São Pedro do Corval compra-se a louça na própria oficina, e sai por uma fração do preço de uma loja de decoração. Em Monsaraz paga-se mais, mas leva-se a vista de borla.

As lojas abrem ao domingo?

Em Monsaraz, no verão, quase todas. No Corval e nas vilas mais pequenas convém contar com fecho ao domingo e a meio do dia. Fora de época, telefonar antes evita a viagem.

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