Com mais de mil quilómetros de margem, o Alqueva tem muitos sítios onde se pode entrar na água. Praias fluviais equipadas e vigiadas, isso já são poucas — e é essa a distinção que interessa quando se está a escolher onde ir.
O que muda entre uma praia e um acesso à água
Uma praia fluvial concessionada tem época balnear definida, nadadores-salvadores numa parte do areal, análises regulares à qualidade da água, balneários e, normalmente, estacionamento.
Um acesso à água é uma margem onde se pode tomar banho. Pode ser bonito e sossegado, mas não tem vigilância, não tem apoios e o fundo pode mudar com o nível da albufeira.
A distinção importa sobretudo com crianças e com quem não nada bem.
A maior: Praia Fluvial de Mourão
É a referência do lago. 320 metros de areal, dos quais 100 vigiados, numa ilha ligada à margem por um passadiço de madeira. Tem Bandeira Azul.
Além do areal, tem relvado com cerca de 45 chapéus de sol gratuitos, piscina flutuante fechada para crianças, plataforma com torre de saltos e escorrega, balneários, parque de merendas com churrasqueiras e rampa de acesso à água com cadeira anfíbia.
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As outras
Há praias e zonas balneares em vários pontos do lago — na zona de Monsaraz, na Amieira, em Alqueva, em Campinho, entre outras. São geralmente mais pequenas e com menos infraestrutura, e nem todas têm vigilância.
Antes de ir a uma que não conhece, vale a pena confirmar na Câmara Municipal do concelho se está concessionada nesse ano e quais são as datas da época balnear. A situação muda de ano para ano, e o nível da albufeira também altera as condições.
Quando ir
A época balnear no Alqueva decorre tipicamente entre meados de junho e meados de setembro. Fora dessas datas as praias continuam acessíveis, mas sem vigilância nem apoios abertos.
A água do lago aquece bastante no verão — em agosto está confortável, muitas vezes acima dos 25°C. Setembro é excelente: a água mantém o calor acumulado e já há muito menos gente.
O que levar
Chinelos ou sapatilhas de água ajudam — o fundo nem sempre é areia. Chapéu e protetor a sério, porque a sombra natural é rara. E, se for à de Mourão, não é preciso levar guarda-sol: os chapéus do relvado são gratuitos.


